Galeria recebe Djamila Ribeiro

Galeria recebe Djamila Ribeiro

A filósofa e escritora Djamila Ribeiro participou de uma Roda de Conversa sobre assédio, feminismo e liderança feminina, na sexta-feira (18), no Beco do Batman – galeria de arte a céu aberto do paulistano.

O evento faz parte das atividades da Expo ZIV Mulheres, ação da ZIV Gallery e do Istituto Europeo di Desing (IED), com o apoio da Johnnie Walker, no mês das mulheres.

Juliana Ballarin, diretora de Scotch da Diageo, e Ana Addobbati, cofundadora da startup Women Friendly, acompanharam Djamila Ribeiro nas discussões sobre assédio, controle social sobre a mulher, espaço público negado às mulheres e o direito das mulheres de frequentar qualquer lugar, inclusive bares e restaurantes, sozinhas ou acompanhadas, em segurança, sem sofrer assédio, entre outros temas abordados.

A equipe da Ana Addobbati, da Women friendly, vem preparando equipes de bares e restaurantes parceiros da Diageo para oferecer ambientes seguros para mulheres trabalharem e frequentarem. A própria promotora do evento, a ZIV Gallery, possui um bar e restaurante no piso superior da galeria de arte, certificada pela Women Friendly, por intermédio da Diageo, detentora da marca Johnnie Walker.

As influencers MariMoon e Pathy dos Reis reforçaram o público do mundo das artes plásticas e do ambiente corporativo, presente à roda de conversa com Djamila Ribeiro.

 

Enfrentamento à violência doméstica

Ao longo do mês de março, a ZIV Gallery realiza uma série de rodas de conversas, além de uma mostra de artistas mulheres na galeria do Beco do Batman.

Nesta terça-feira, às 11h30min, ocorre uma conversa com a promotora de Justiça Nathalie Malveiro, sobre “A evolução dos direitos das mulheres”, no Istituto Europeo di Design (IED). Nathalie trabalha no enfrentamento à violência doméstica no Ministério Público de São Paulo.

Também fazem parte dos próximos debates “Mulheres refugiadas”, “Assédio Sexual” e “O crime do amor”.

 

Galeria de imagens da participação de DJamila Ribeiro no Expo ZIV Mulheres, a convite da Johnnie Walker

 

ZIV Gallery promove roda de conversa sobre mulheres na Amazônia

ZIV Gallery promove roda de conversa sobre mulheres na Amazônia

Foto: Sitah

Amazônia em destaque

Os desafios da mulher na Amazônia são tema da Roda de Conversa que a ZIV Gallery realiza nesta sexta-feira (11), às 19 horas, como parte da programação da Expo ZIV Mulheres, em cartaz até 31 de março. Participam as artistas Chermie Ferreira e Sitah.

Convidadas
.Chermie Ferreira – grafiteira, artista plástica e digital. Natural de Manaus, a artista é do povo Kokama e ribeirinha.

. Sitah – artista visual, fotógrafa com especialização em Antropologia Visual. Dedica seu trabalho para amplificar a voz da natureza e dos povos originários. Há mais de 10 anos convive e pesquisa comunidades ribeirinhas e indígenas na Amazônia.

Sitah

O debate sobre mulheres e Amazônia será realizado na ZIV Gallery do Beco do Batman, à rua Gonçalo Afonso, 119, na Vila Madalena.

Expo ZIV Mulheres

Inaugurada no dia 08 de março, a Expo ZIV Mulheres tem mostra de arte de mulheres, debates e show.

Os eventos estão divididos entre as unidades da galeria no Beco do Batman e no Istituto Europeo di Design (IED) São Paulo, sediado em Higienópolis.

A mostra de arte com obras de artistas brasileiras e fotógrafas afegãs ocorre na ZIV – Beco.

“O objetivo da ação é dar visibilidade e espaço às mulheres na arte”, explica Marcela Rodrigues, gerente da ZIV e artista plástica e digital.

Para o galerista Helder Kanamaru, da ZIV Gallery, “é urgente aumentar a representatividade feminina nas artes para corrigir toda uma história de desigualdades, uma infeliz realidade em todas as áreas”.

@ruido.das.aguas @sitah_photoart

Chermie Ferreira, artista plástica

Chermie Ferreira

Programação

08/março – LANÇAMENTO EXPOSIÇÃO MULHERES
11h – Instalação asas em papel | Artista: Aninha Haddad – IED
19h – Coquetel de abertura – ZIV Beco do Batman

11/março – RODA DE CONVERSA COM ARTISTAS SOBRE AMAZÔNIA
19 horas – As artistas Chermie Ferreira e a fotógrafa Sitah, batem um papo sobre os desafios das mulheres na Amazônia – ZIV Beco do Batman

12/março – SHOW do DUO STEVANS
17h – ZIV Beco do Batman

22/março – RODA DE CONVERSA SOBRE EVOLUÇÃO DOS DIREITOS DAS MULHERES
11h – Convidada: Nathalie Malveiro
Promotora de Justiça do enfrentamento da violência doméstica do Ministério Público de São Paulo – IED

24/março – RODA DE CONVERSA SOBRE MULHERES REFUGIADAS
11h – Convidada: Luciana Capobianco
Fundadora da ONG Estou Refugiado promove uma roda de conversa com 4 jovens afegãs, fotógrafas, que chegaram no Brasil em novembro de 2021, fugidas do regime do Talibã – IED

26/março – ART BATTLE – MULHERES

29/março – RODA DE CONVERSA SOBRE ASSÉDIO SEXUAL
19h – Convidada: Ana Addobbati, co-fundadora da ONG Women Friendly Brasil – ZIV Beco do Batman

Artistas participantes
Aninha Haddad, Brunna Mancuso, Camila Véras, Chermie Ferreira, Fe Yamamoto, Josiani Durigan, Katryn Beaty, Marcela Rodrigues, Rabiscais, Natalia Prince, Paula Calderón, Silvia Marcon, Sitah, Tami.

Fotógrafas afegãs da ONG ESTOU REFUGIADO
Mahbuba Komail, Masouma Yavary, Shikofa Rasuli, Zahra Karimi

Apoio

Istituto Europeo di Design – IED SP
Johnnie Walker
MY ZYK

Parceria

Associação das Mulheres Empreendedoras do Beco do Batman – AMEBB
Unidos da Vila Madalena
Women Friendly
Estou Refugiado

Employer Branding Brasil premia melhores da área na ZIV Gallery

Employer Branding Brasil premia melhores da área na ZIV Gallery

A Employer Branding Brasil (EBB) promoveu na noite da quarta-feira (09) a entrega do Prêmio EBB, principal premiação de Marca Empregadora, às melhores empresas e práticas do Brasil. O evento ocorreu na ZIV Gallery, reunindo os melhores profissionais da área.

Equipe da EBB – Caio Infante, Suzie Clavery e Whiny Fernandes – com premiados da noite

Há pouco mais de três anos no mercado, a Employer Branding Brasil (EBB), uma comunidade voltada à gestão estratégica de marca empregadora, trabalha para levar conhecimento sobre Employer Branding e compartilhar boas práticas sobre Marca Empregadora no Brasil, onde o conceito ainda é pouco conhecido.

“Temos podcast, aplicativo, conteúdo diário postado nas redes sociais, realizamos eventos, temos nosso próprio curso e ministramos aulas também, além de realizar o maior mapeamento do tema no Brasil”, explica Caio Infante, cofundador da EBB, ao lado de Suzie Clavery e Whiny Fernandes. Infante também é vice-presidente para a América Latina da Radancy, líder global em tecnologia de talentos.

Suzie Clavery, Caio Infante da EBB, com Seme Arone da ZIV Gallery durante premiação

Conceito em evolução

A evolução do conceito de Employer Branding no Brasil levou à criação do prêmio EBB Marca Empregadora, com mais de 100 inscritos em cinco categorias, com três jurados – todos executivos do mercado – avaliando as melhores práticas e indicando os 3 principais em cada grupo.

 

A arte como ponto de conexão

Para Infante, o universo de uma galeria de arte conversa muito com Employer Branding.

“De uma forma muito simples, EB é arte. É a publicidade, a criatividade dentro do RH”, analisa. “A ZIV Gallery é muito aconchegante para receber as pessoas, ainda mais em um momento de comemorar os melhores profissionais do mercado.”

Saiba mais sobre o mundo de Employer Branding em employerbranding.com.br e @employerbrandingbrasil.

Fotos Joaz Macedo @joazoliver

Conheça Alê Cozzi, embaixadora da ZIV

Conheça Alê Cozzi, embaixadora da ZIV

Alessandra CozziAlessandra Cozzi atua para levar a arte do Beco do Batman a diferentes públicos

Comprometida com causas sociais e apaixonada por arte, Alessandra Cozzi, a Alê Cozzi, é embaixadora da ZIV Gallery desde o final do ano passado. Formada em Publicidade pela FAAP e com pós-graduação em Varejo de Alto Luxo, na Europa e nos Estados Unidos, Alê também é empreendedora com sociedade em várias empresas.

Apesar do dia a dia corrido, a publicitária encontra tempo para causas importantes como também ser embaixadora da Associação de Resgate à Cidadania por Amor à Humanidade (ARCAH). A ONG promove o desenvolvimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social, como a população em situação de rua, dependentes químicos, egressos do sistema prisional e moradores de favelas.

Para ajudar a ARCAH, ela idealizou o projeto “Make up your heart”, uma iniciativa realizada em conjunto com a Ornare. A empresa, marca internacional de mobiliário sob medida de alto padrão, envia 80 corações da madeira utilizada na fabricação de seus produtos para artistas, arquitetos e estilistas transformarem em obras de arte. As obras são leiloadas e o resultado é todo revertido para a ARCAH.

Em 2021, a ZIV foi convidada por Alê, para fazer parte da curadoria do evento e participou com a criação de cinco corações. O projeto resultou em uma arrecadação de R$ 380 mil para as atividades da ONG.

Identificação orgânica

A relação de parceria da ZIV Gallery com a Alê Cozzi começou por um motivo nobre, mas também por acaso. A publicitária visitava o Beco do Batman quando viu a galeria, recém-inaugurada, e decidiu almoçar no ZIV Café, no andar superior. Andando pelos corredores encantou-se com a curadoria repleta de arte acessível de novos talentos e comprou obras.

Embaixadora da ZIV Gallery, Alê Cozzi atua para levar a arte do Beco do Batman a diferentes públicos

Alê Cozzi mantém diálogo diário com seu público, via redes sociais

No mesmo dia, já apresentou ao galerista Helder Kanamaru o trabalho de embaixadora da ARCAH e o projeto “Make your heart”. “Foi uma identificação orgânica, um encontro de energias”, lembra a publicitária.  “Me encantei com a curadoria, convidei a ZIV para levar cinco artistas para o projeto com a Ornare e, no mesmo dia, já saí gravando sobre essa galeria tão aconchegante. É um lugar no qual a gente chega para almoçar e só sai no jantar.”

Carismática, antenada com tendências do mercado de luxo e muito simples ao mesmo tempo, Alê visita a ZIV Gallery semanalmente para registrar as novidades em obras de arte e mostrar a seus seguidores nas redes sociais. Quinzenalmente, almoça no ZIV Café, com amigos de diversas áreas para conectar universos diferentes à arte e ao clima singular da galeria e do Beco do Batman – um ícone da arte urbana de São Paulo.

“Como embaixadora, quero levar a ZIV Gallery, uma galeria de arte tão nova, acolhedora e com artistas geniais para nichos onde ela ainda não é conhecida”, explica a embaixadora.

Ela também está muito animada com a inauguração de uma unidade da ZIV Gallery no IED. “Venho do mundo da moda, sou conselheira do Shopping Iguatemi, faz muito sentido estar na nova ZIV, no IED, para linkar moda, arte e cultura em um único espaço”, destaca.

Para o galerista Helder Kanamaru, “os propósitos da ZIV de criar oportunidades e gerar transformações com arte casam-se perfeitamente com a visão humanista e a capacidade de conexão de pessoas da Alê Cozzi”. “Foi automática nossa identificação e decisão de participar de algo tão importante quanto o Make up your heart e, posteriormente, termos a Alessandra em nosso time.”

Para conhecer melhor o trabalho da Alessandra Cozzi, acesse @alessandracozzi

Ori e as voltas que a arte dá

Ori e as voltas que a arte dá

Ori e a urgência em retratar a cultura negra

Ori e a urgência em retratar a cultura negra

Ori (Divulgação – Instagram @ori_fineart)

O artista plástico Laerte Barcelos Herédia de Paiva, o Ori, nasceu na Tijuca na cidade do Rio de Janeiro e cresceu na efervescência do subúrbio em Marechal Hermes, onde o samba impera. “Minha família sempre foi do samba. Cresci nesse bairro onde as pessoas se reúnem mais na rua para conviver entre si e com o samba”, conta o artista plástico.

O nome, uma abreviação de Orixás, divindades da religião iorubá representadas pela natureza, é também uma homenagem ao Candomblé, religião adotada de todo coração e transbordante nas obras do artista.

O menino nascido no seio da arte musical, também veio artista e começou a desenhar aos seis anos. Mas diante da vida dura dos pais, foi crescendo e ouvindo: “ser artista não dá dinheiro; é preciso ter segurança na carreira”.

Bem ciente das dificuldades da vida artística, optou por estudar em áreas próximas, as quais envolvessem a habilidade de desenhar, por exemplo. Pensando assim, além de cursos técnicos na adolescência, o artista fez 3 períodos da faculdade de Publicidade, depois se embrenhou em Engenharia Química Têxtil e mais tarde passou para Design Gráfico. Por fim, chegou ao curso técnico de restauro e apaixonou-se pela área.

Aos 28 anos, Ori tornou-se técnico em restauro. Trabalhou em museus, bibliotecas e edifícios históricos do Rio de Janeiro e São Paulo. ”Coloquei a mão na massa literalmente para lidar com esculturas e pinturas a serem restauradas”, detalha.

Na casa dos 30, ao sair de uma empresa de restauro, decidiu reformar sua quitinete em Marechal Hermes e se deparou com uma ironia: era mais fácil encontrar no bairro um quadro de Jimi Hendrix ou Amy Winehouse do que de artistas ou personalidades negras brasileiríssimas como Cartola, Dona Ivone, Abdias do Nascimento, Zózimo ou Milton Santos.

Sem ter suas referências pessoais e artísticas homenageadas e lembradas em obras de arte, não teve jeito, Ori teve de pintar seus próprios quadros. Os amigos adoraram o resultado e o  incentivaram a assumir o que sempre foi: artista plástico. “Ser artista no Brasil exige coragem especialmente para quem não é de família abastada”, narra o artista.

Inspirações

Obra de arte criada por Ori (Divulgação – Instagram @ori_fineart)

Aos 38 anos, ele mora na capital paulista, além de artista plástico, é quadrinista, ilustrador e trabalha ocasionalmente com cerâmica. Nas artes plásticas, dedica-se à pintura de quadros a óleo; no papel, navega por aquarela, carvão, acrílica e subcolagem. Às vezes, mistura todas as técnicas no papel, explica.

As obras de Ori bebem de fontes inspiradoras potentes como Hector Julio Páride Bernabó, o Carybé e Kadir Nelson.

Carybé foi pintor, gravador, desenhista, ilustrador, ceramista, escultor, muralista, pesquisador, historiador e jornalista argentino, mas morou a maior parte da vida no Brasil. Também passou pela Itália na infância. Em solo brasileiro, estudou no Rio de Janeiro onde cursou a Escola Nacional de Belas Artes e foi na Bahia onde viveu por quase 50 anos. Quando se fixou em Salvador, o artista interessou-se e passou a falar da religiosidade e do cotidiano de pessoas humildes. Seu trabalho retratando a cultura afro-brasileira, especialmente ritos e orixás, o levou a receber o título de honra do Candomblé de obá de Xangô. Ele faleceu em Salvador em 1997, aos 86 anos.

Obra de arte criada por Ori

Obra de arte criada por Ori (Divulgação – Instagram @ori_fineart)

Outra referência importante do carioca Ori é Kadir Nelson: pintor e ilustrador norte-americano de 47 anos, conhecido pelas capas produzidas para a revista New Yorker e de álbuns feitos para os músicos Michael Jackson e Drake. Seus trabalhos concentram-se na cultura afro-americana.

Inspirado por esses dois ícones da arte e da cultura preta, Ori busca para o futuro criar uma arte menos figurativa, mais livre, mais subjetiva. “Sigo buscando essa identidade”, conta.

No momento, suas obras trazem força e delicadeza, além de um nível de detalhamento e profundidade extremamente exigentes para quem as observa. Ele retrata com amor e devoção a cultura afro-brasileira, os homens e mulheres do samba, da arte, da vida.

Mais ainda, as artes plásticas são o modo como Ori, pouco frequentador de templos, exerce sua fé. “Meu avô foi pai de santo, suas filhas preferiram não seguir a religião, então o axé dele ficou guardado esperando para se manifestar”, acredita. “Exerço a fé pela pintura. O Candomblé aparece muito na minha arte.”

As obras de Ori estão na ZIV. Acompanhe pelo site e instagram.

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